I Plano Nacional do Desenvolvimento

É lançado em 1972 o 1º Plano Nacional de Desenvolvimento (PND), vigente até o ano de 1974. O plano previa uma nova política industrial para fortalecer a competitividade da empresa nacional, que fomentaria a criação de um núcleo de assistência às pequenas e médias empresas.

Criação do Cebrae

O apoio aos negócios de menor porte fez parte da agenda da Conferência Nacional das Classes Produtoras (Conclap), que em março de 1972 reuniu 1.500 empresários no Rio de Janeiro. Nessa ocasião, o então ministro do Planejamento, João Paulo dos Reis Velloso, anuncia a criação do Cebrae (Centro Brasileiro de Assistência Gerencial à Pequena Empresa), órgão vinculado ao Ministério do Planejamento e ao BNDE. Com sede no Rio de Janeiro, o Cebrae, inspirado em trabalhos técnicos feitos pelo Ministério do Planejamento, tem como foco o atendimento às pequenas e médias empresas, realizando a capacitação empresarial por meio de consultorias caso a caso e treinamentos gerenciais.

Criação de rede de apoio às micro empresas

Começa o esforço para implantar a rede de agentes, facilitado pela existência de diversas instituições estaduais, como os NAIs (no Nordeste); o Instituto Brasileiro de Assistência Gerencial de Santa Catarina (Ibagesc); o Conselho de Economia e Desenvolvimento Industrial (Cedin/BA); o Instituto de Desenvolvimento Econômico Gerencial (Ideg/RJ); o Instituto Paranaense de Assistência Gerencial à Pequena e Média Empresa (Ipag); o Instituto de Desenvolvimento Educacional e Industrial do Espírito Santo (Ideies) e o Ceag/MG. Os agentes estaduais passam a se chamar Centro de Assistência Gerencial (Ceag) e em dois anos o Cebrae marca presença em 16 estados com 20 instituições conveniadas.

Primeira sede

A primeira sede do Cebrae Nacional é uma sala do então prédio do BNDE, na Avenida Rio Branco, 43, no centro do Rio de Janeiro. A equipe do Cebrae à época é composta do diretor-executivo, Corrêa do Lago, a secretária, um contínuo e um técnico.